Miranda Shore

Esta viagem, se assim se lhe pode chamar, não é mais que uma decomposição da matéria em partículas tão minúsculas que não podem ser vistas pelo olho humano e que depois se voltarão a materializar onde nós quisermos.

“Muito bem! Primeiro visitamos os planetas do Sistema Solar. Procuro o Paraíso. Há de estar algures no Universo, uma vez que não existe mais nada.” “O Paraíso?” perguntei eu espantado.

“Sim! O Paraíso. O Céu para onde vamos depois de morrermos. Porque morrer não é o fim. Só é a libertação da matéria. E se vamos para o Céu, o Céu há de forçosamente ser no céu. Mas onde no céu? Isto é o que eu quero saber.”

 
 
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